Eu tbm fui esse ano pela primeira vez (como já conversamos).
Gostei muito do seu relato, mas minha experiência pessoal foi muito diferente da sua. Achei o evento surpreendentemente comercial, e pouquíssimo voltado para interação, jogatinas, troca de idéias e experiências, etc. Na real é um feirão de jogos (caros) pra vc ir lá e gastar até cansar. Quer conhecer um jogo? Entre em uma fila de dezenas de pessoas, gaste metade de um turno esperando, outra metade ouvindo uma explicação mal feita (sim, os caras que explicam em geral tendem mais pra ruins do que bons), e jogue o jogo por três ou quatro turnos. Eu tentei - literalmente - TODOS OS DIAS jogar o The Magnificent, e acabei comprando o jogo pra jogar em casa, pq na feira foi impossível. O Glen More II tava lindão na mesa no primeiro dia, mas depois que começou a esgotar diariamente substituíram por outro jogo meia roda, pra ver se vendia...
Sei lá, não achei que vale a pena o investimento não. Vale pra quem mora na Europa, que pega o carro, dirige três ou quatro horas e tá ali. Mas daqui pra lá, tem formas muito mais interessantes de investir seu dinheiro (BGG Cruise, por exemplo, que daí sim vc joga até cansar, da manhã à noite).
Acho que vc tem que estar na vibe certa: ir pra comprar. Foi legal conhecer os designers, foi legal jogar um jogo ou outro, claro que foi legal trazer uma pilha de jogos pra casa... mas sair da feira pra ir jogar no hotel à noite com a turma que eu já conheço me deu a sensação de que podia estar aproveitando melhor meu investimento. O que consegui jogar na feira: Throne of Allegoria, Key Market, aquele dos Vikings que ganhou o KinderSpiel, Terramara (que achei divertidinho, diferente do LPP), Masters of Renaissance. E assisti a umas jogadas tbm (La Stanza, City of the Big Shoulders, The Magnificent, Glen More, Crystal Palace).
A solução pra minha mágoa é muito simples: pega um salão e enche de mesas pra galera chegar com o jogo embaixo do braço, sentar e jogar. Mas imagino que alguém já fez a conta, e deve dar mais despesa do que lucro fazer isso. É um mundo capitalista, afinal de contas.