Sinceramente, isso não me surpreende.
O pessoal gasta muito com a entrada, caravana e alimentação.
Não sobra muito para outros produtos, e há muita concorrência de diversas coisas que o público gosta, várias com descontos e outras oportunidades que só aparecem no evento.
No ano passado, o Alessandro e eu fizemos boas vendas de Tinco, mas porque estávamos lá todos os dias, jogando com o pessoal, autografando, dando brindes, e muitas pessoas só compraram depois, porque já tinham gasto com outros produtos.
Também tem as bandas, palestras e outras atividades, e o pessoal não tem muita paciência para sentar e jogar. Muitos aceitavam conhecer Tinco só porque a explicação era rápida e a partida era breve - se não fosse isso não iriam querer nem sentar para jogar.
Tinco é um jogo fácil de vender em eventos: regras acessíveis, engraçado, bonito e barato, que cabe em qualquer idade, com explicação rápida, mas é certo que alguns jogos mais "gamer" e vários importados não venderam nenhuma unidade, certamente por causa de preço (dentre outros fatores).
Apesar disso, muitas pessoas precisavam pedir dinheiro emprestado ou "fazer uma vaquinha" para o grupo levar um exemplar de Tinco, de tanto que gostaram do jogo, o que nos emocionava sinceramente.
Se a editora quiser divulgar os seus produtos para um público jovem pode ser uma boa opção, mas se esperar ter um retorno imediato sobre o investimento que fez no evento poderá se decepcionar.