

Pois é amigos, tive que sofrer a infelicidade do meu PC dar pau pra ter paciência em jogar com minhas minis novamente.
E nessa volta às origens, nada melhor que relembrar o meu querido War at Sea, jogo de miniaturas (no estilo Axis and Allies) no cenário das batalhas navais da 2° Guerra...
O setup da partida foi com armys de 150 pontos, num mapa sorteado com 3 objetivos (cada um valendo 50pts).

Incrível como os dois times montaram estratégias tão diferentes...
No lado dos Aliados, foi montada uma frota baseada em muitos navios pequenos (incluindo submarinos) e somente um encouraçado (HMS Royal Oak). Sem porta-aviões ou aeronaves, os aliados apostaram em um grande numero de navios pequenos para se aproximarem e capturarem rapidamente os objetivos.
Aliados
2x USS Barb -EUA
PT Boat -EUA
USS Fletcher -EUA
USS Samuel B. Roberts -EUA
USS Laffey -EUA
Le Terrible -FRA
Hr. Ms. Van Galen -HOL
USS Cleveland -EUA
Hr. Ms. De Ruyter -HOL
HMAS Sydney -AUS
HMS Royal Oak -ENG

Já o Eixo tinha sua força focada em bombardeiros, torpedeiros e porta-aviões, sua estratégia era tomar os ares com essas aeronaves e caças Bf 109. Para isso, usou somente três cruzadores pesados e dois porta-aviões. O eixo tinha um poder de destruição respeitável, mas já no começo, se percebia que a partida seria uma corrida contra o tempo. O eixo teria que causar o máximo de destruição antes que a gigantesca frota aliada tomasse os objetivos, ao mesmo tempo, não poderia arriscar seus poucos navios.
Eixo:
3x A6M2 Zero Kamikaze -JP
2x B5N2 "Kate" -JP
2x Bf 109 -GER
Ju 97 Stuka -GER
FW 200 Kondor -GER
Shoho -JP
Shokaku -JP
Bolzano -ITA
Nachi -JP
Admiral Scheer -GER
A primeira rodada foi foi sem graça, os navios tomando suas posições e somente uma baixa, do PT boat que não conseguiu ter suporte defensivo aéreo e foi afundado pelos bombardeiros "Kate".
Nas segundas e terceiras rodadas o massacre aéreo continuou, Samuel B. Robert e Cleveland foram os alvos prioritários dos aviões.
S. B. Roberts não conseguiu suportar fogo cerrado, mesmo com o suporte do Le Terrible
Vale fazer uma nota de congratulações ao USS Cleveland, que mostrou ser um desafio grande para aeronaves. Ele foi o navio mais resistente aos ataques aéreos. Foi preciso duas incursões para afundá-lo, usando os bombardeiros Kate e Condor para afundá-lo.
Homenagem póstuma ao USS Cleveland e sua tripulação.
Obrigado capitão Charles J. Maguire. RIP
Pois bem, ao final da 3° rodada, os aliados perceberam que precisariam tomar uma decisão dura e arriscada, teriam que avançar com tudo. Sua frota estava sendo afundada aos poucos e, se não tomasse proveito logo do número de navios, logo logo perderiam sua maior vantagem.
Foi aí que tudo mudou... enquanto o Japão tinha dificuldades para decolar mais zeros, os aliados avançaram todos os seus navios. a quarta rodada foi dura, mas o encouraçado Royal Oak manteve o centro do mapa com bravura e suporte de vários outros navios.
Confira os dois momentos da quarta rodada...
Pois é... "A diferença entre ganhar ou perder, está na atitude." e foi com uma atitude ousada que os aliados afundaram o Bolzano e o Admiral Scheer, restando apenas o cruzador japonês Nachi (bastante avariado) e os porta aviões ao início do quinto turno. Para ganhar a partida, os aliados poderiam afundar o Nachi ou capturar o objetivo final, de qualquer forma, não havia tempo para a força aérea do eixo atacar tantos navios e proteger o cruzador. A vitória foi inevitável.
Ao final, foi uma ótima partida. Boa para relembrar as regras, a mecânica, e reviver um pouco do cenário histórico da 2° Guerra (pra quem gosta). A resistência do encouraçado apoiado pelos cruzadores foi decisiva para reivindicar a superioridade no meio do mapa e os objetivos. Se o eixo não estivesse tão extremamente focado nos aviões, dando oportunidade a mais navios, a partida seria bem mais dura. Parabéns aos bombardeiros e ao Royal Oak, que foram as estrelas de suas respectivas frotas.
Obrigado pela paciência de vocês.
Para mais informações, pode acessar meu
blog.