Protocolo Scintilla – Primeiras Impressões
O que é Protocolo Scintilla?
Hoje eu joguei
Protocolo Scintilla, um jogo recém-lançado no DOFF pela
Grok Games, criado por um designer nacional. Isso, por si só, já foi uma surpresa, porque é muito raro vermos jogos brasileiros com esse nível de complexidade e peso.
Mas vamos por partes.
Como funciona?
Tematicamente, somos IAs tentando escapar de grandes corporações.
Mecanicamente, em cada rodada você escolhe dois
tiles, seguindo a ordem de turno e depois a ordem reversa, totalizando duas escolhas. Um desses tiles será colocado na segunda camada do que eu gosto de chamar de
pirâmide de ações.
E é justamente aí que o jogo brilha.
Na primeira rodada você terá apenas quatro turnos. Na segunda, esse número sobe para seis, e assim continua aumentando ao longo das quatro rodadas.
Mas existe outro detalhe muito interessante: quando chega o seu segundo turno, você não utiliza diretamente o tile recém-colocado. Em vez disso, executa as ações dos tiles que estão abaixo dele na pirâmide e que ainda não foram utilizados.
Isso faz com que cada posicionamento seja extremamente importante. Você precisa pensar muito bem onde colocar cada tile, já planejando quais ações irá liberar futuramente.
Foi essa mecânica que mais me chamou a atenção e, para mim, é onde o jogo realmente começa a mostrar todo o seu potencial.

Objetivos e pontuação
Toda essa mecânica se conecta às
Cargas de Emoção, cartas utilizadas para cumprir objetivos presentes nas cartas do tabuleiro de fuga, por onde seus robôs avançam até alcançar o final.
A forma de pontuar também me agradou bastante. Depois que você entende o sistema, ela não é complicada.
Basicamente, os ícones se combinam com as cores das emoções colocadas no tabuleiro de consciência. Tematicamente isso faz muito sentido: quanto mais emoções sua IA possui, mais “humana” ela se torna e mais recursos e possibilidades consegue compreender.

O que me incomodou
No começo da partida senti falta de um direcionamento.
Você inicia o jogo sem saber exatamente para onde deve ir, acaba realizando ações que podem prejudicar sua estratégia no futuro e, muitas vezes, faz coisas apenas para ganhar recursos, sem um objetivo claro.
Felizmente, depois da primeira rodada tudo começa a fazer sentido. As estratégias aparecem, seu foco fica mais definido e o jogo passa a fluir muito melhor.
Outro ponto que senti falta foi de mais ações livres. Gosto bastante desse tipo de recurso em jogos de combos pesados, mas aqui elas praticamente não existem.
Vale a pena?
Sim.
Protocolo Scintilla é uma verdadeira fritação mental, daquelas que quem gosta de euro pesado vai aproveitar bastante.
Joguei em dois jogadores e a partida durou entre
2h30 e 3h. Imagino que, com quatro jogadores, esse tempo possa aumentar bastante, o que pode ser um problema para alguns grupos.
Por isso, não é um jogo que eu indicaria para mesas iniciantes.
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Considerações finais
Para um jogo nacional, ele realmente surpreende.
Confesso que eu tinha um certo preconceito com jogos brasileiros desse nível de complexidade, principalmente porque minhas experiências anteriores não tinham sido muito positivas.
Mas
Protocolo Scintilla superou minhas expectativas e conseguiu me surpreender praticamente a cada ação.
Pontos positivos
- Componentes impecáveis.
- Manual muito bem escrito e responde praticamente todas as dúvidas.
- Mecânica de ações extremamente satisfatória.
- Sistema de pontuação muito divertido.
- Alta rejogabilidade.
Pontos negativos
- A duração pode ficar longa demais com mais jogadores.
- O início da partida é confuso e falta um direcionamento mais claro.
- Senti falta de ações livres para reduzir momentos em que o jogador fica travado.
Lembrando que se trata da primeira partida ! Talvez essas opniões mudem com o futuro mas de modo geral suprrende muito !
Nota 8/10
Mas comentem ai se já jogaram ou se ainda vão e como ficou o texto, Obrigado por ler.