O #BoraJogar é um quadro em que apresento jogos que passaram pela minha mesa, mostrando como eles funcionam e compartilhando minhas primeiras impressões. A ideia não é fazer uma análise completa, mas ajudar quem está conhecendo o jogo a descobrir se ele pode combinar com o seu grupo. E poucas vezes um jogo me enganou tanto quanto Coffee Rush.
Quando você olha para a mesa, vê uma cafeteria cheia de cores, cafés, doces e componentes extremamente caprichados. Tudo parece indicar que será uma experiência tranquila e relaxante. Mas bastam alguns minutos de partida para perceber que essa fofura toda é apenas uma fachada. Coffee Rush é um verdadeiro caos. Cada jogador administra sua própria cafeteria e precisa preparar os pedidos dos clientes antes que eles desistam de esperar. Parece simples, mas logo você percebe que os movimentos são limitados, os ingredientes nunca estão exatamente onde você precisa e sempre falta um turno para conseguir entregar aquele pedido importante. É aquele tipo de jogo que faz todo mundo olhar para a mesa pensando "só mais uma ação..." enquanto vê o planejamento desmoronar.

Uma das coisas que mais gosto é justamente como os componentes ajudam na imersão. Os ingredientes, as bebidas e os utensílios deixam a experiência muito mais divertida e realmente passam a sensação de estar organizando os pedidos de uma cafeteria. É um daqueles jogos que chamam atenção antes mesmo de alguém explicar as regras. E, felizmente, ele não vive só de aparência.
As regras são simples e tornam Coffee Rush uma excelente opção para quem está entrando no hobby. Ao mesmo tempo, a pressão constante para otimizar cada movimento faz com que mesmo jogadores mais experientes se divirtam tentando montar a sequência perfeita de ações. Na minha experiência, o jogo brilha principalmente com quatro jogadores. Quanto mais gente disputando ingredientes e correndo para cumprir pedidos, mais divertida e caótica fica a partida. A sensação de correria aumenta bastante e a competição aparece de forma muito natural.
Nem tudo é perfeito, claro. Depois de algumas partidas, tive a impressão de que o jogo mostra boa parte do que tem para oferecer relativamente rápido. Além disso, perder pedidos acaba sendo quase inevitável por causa da limitação de movimentos. Para quem, assim como eu, gosta de fazer tudo "certinho", isso pode dar uma leve machucada no ego. Outra sensação curiosa é o esforço necessário para conquistar poucos pontos. Você passa a partida inteira correndo de um lado para o outro da cafeteria, entrega pedidos difíceis e, no final, olha para sua pontuação e pensa: "Foi só isso?". Mas, de alguma forma, essa correria continua sendo divertida o suficiente para fazer a gente querer jogar de novo.
No fim,
Coffee Rush é exatamente aquele tipo de jogo que eu gosto de apresentar para novos jogadores: regras fáceis de aprender, uma produção impecável e partidas cheias de momentos engraçados. Só não se deixe enganar pelo visual fofinho... porque, quando a cafeteria abre, o expediente é pesado.
Gravei um episódio do
#BoraJogar mostrando o jogo em ação e contando um pouco mais sobre como ele funciona.
Assista ao vídeo completo aqui: https://www.instagram.com/reel/DMIcjL5xAkd/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==