Depois de disputar um campeonato e ver o título indo para o jogador que teve mais sorte nas rolagens dos dados, e não para aquele que planejou melhor (e que também teve um pouco de sorte, afinal, sorte no jogo não é o fim do mundo, até dá um toque diferente, deixa a vitória aberta inclusive para os menos experientes), fiquei bastante incomodado com o mecanismo de movimento do jogo.
Analisando as possibilidades juntamente com outro participante, que também só deu azar nas suas jogadas, criamos uma variante com cartas, que, do meu ponto de vista, ficou infinitamente melhor do que simplesmente deixar a sorte comandar quase que por completo.
Primeiro as cartas. São 40 ao todo para cada carro, sendo: 8 da terceira marcha; 12 da quarta; 10 da quinta; e 10 da sexta; primeira e segunda marchas ainda rolamos os dados. Os números das cartas são os mesmo dos dados: um 4, um 5, dois 6, dois 7, e dois 8 para a terceira marcha; do 7 ao 12, duas cartas de cada número, para a quarta marcha; do 11 ao 20 para a quinta; e do 21 ao 30 para a sexta marcha. Estou fazendo as cartas e disponibilizarei os arquivos assim que terminar.
E como jogar? Cada carro terá seu deck com quatro montes, um para cada marcha mencionada acima. O jogador compra três cartas de cada monte, ou seja, ele terá três cartas da terceira marcha, três cartas da quarta, três da quinta e três da sexta. Essas são as cartas que ele terá de usar nas suas três primeiras vezes em que usar cada uma das marchas. Quando esgotar a mão de uma delas, compra mais três do respectivo monte, que serão as próximas três que deverá usar em suas jogadas.
Acredito que tenha ficado claro, mas vou exemplificar.
Determinado jogador começou o jogo com as seguintes cartas da terceira marcha: 4, 7 e 8. Na primeira vez em que ele usa a terceira marcha, ele decide usar a carta como valor 7 e move seu carro 7 espaços; restaram em sua mão, da terceira marcha, as cartas de valor 4 e 8. Na segunda vez que este jogador usa a terceira marcha, ele decide usar a carta de valor 8 e move seu carro 8 espaços; agora restou apenas a carta com valor 4 em sua mão. Na terceira vez que este jogador utiliza a terceira marcha, ele deverá usar a carta de valor 4 e mover seu carro 4 espaços. Assim que terminar seu movimento, ele poderá comprar outras três cartas da terceira marcha uma vez que já não tem mais cartas desta marcha nas mão, e estas novas três cartas deverão ser usadas nas próximas três vezes que ele utilizar a terceira marcha.
Se, quando o jogador for repôr sua mão, não houver cartas suficientes para completar três, ele compra a(s) carta(s) restante(s), embaralha a pilha de descartes da respectiva marcha, faz um novo monte de compra daquela marcha (no nosso exemplo, a terceira marcha) e compra mais cartas até completar três cartas desta marcha em sua mão. Este mesmo procedimento se repete com todas as marchas de cada carro.
Numa segunda variante, cada jogador tem apenas duas cartas de cada marcha em sua mão. Quando utilizar uma carta de determinada marcha, move seu carro e, em seguida, compra mais uma carta da marcha que acabou de usar. Assim, ele sempre terá ao menos duas opções de cartas para usar até o monte daquela marcha se esgotar. Este jogador só poderá embaralhar o monte de determinada marcha quando já tiver utilizado TODAS as cartas daquela marcha, ou seja, se depois de utilizar uma carta de determinada marcha não tiver mais cartas para comprar, ele terá apenas uma única carta daquela marcha a sua disposição na próxima vez que usar aquela marcha. Depois que utilizá-la, ele poderá embaralhar a pilha de descartes e repôr sua mão com duas cartas daquela marcha.
Eu fiz os testes com estes dois modos de jogo e, a meu ver, consertou o defeito que o jogo tem: a grande influência da sorte no resultado final. A sorte ainda está presente? Sim, está, mas bem mais controlada, suas ações agora podem ser mais programadas, e você não estará totalmente à mercê da sorte. Espero que gostem.