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A Wayfarer's Tale
Publicado pela Wayfarer Games, A Wayfarer's Tale: The Journey Begins é um jogo jogar &escrever para 1 a 4 jogadores. É um jogo em que os jogadores utilizam simultaneamente dois dos dados rolados pelo jogador ativo, sendo que o jogador ativo tem um dado vermelho adicional disponível apenas para ele. Você usa os dados escolhidos para acionar as habilidades de movimento de um dos companheiros no seu tabuleiro. Cada companheiro permite que você se mova para um tipo específico de terreno. Cada um tem seus próprios requisitos; por exemplo, ao subir uma montanha, o Aventureiro exige uma soma maior do que a última utilizada; ao descer, menor. E cada companheiro só pode ser usado um número limitado de vezes.

Você realiza seus turnos simultaneamente — escolhendo os dados, ativando um companheiro e marcando seu movimento no seu mapa individual. A caixa do jogo é fisicamente pesada porque inclui dois blocos grossos de mapas, cobrindo quatro layouts diferentes — cada um com regras ligeiramente modificadas. O jogo se parece mais com um híbrido entre rolar & escrever e jogo de tabuleiro tradicional porque, em vez de usar a caneta para marcar cada uso de um companheiro, você registra cada ativação colocando marcadores no seu tabuleiro duplo separado. Existe um conjunto de cubos para isso, mas para companheiros como o Aventureiro, cujo valor exigido depende do último valor usado, você coloca mini dados de 12 lados — embora possam ser um pouco chatos de manusear.

Em certa medida, A Wayfarer's Tale é um jogo de corrida, pois termina quando um jogador visita todas as cidades do mapa, mas a vitória não necessariamente vai para quem terminar primeiro: depende de quantos pontos acumula ao longo do caminho. Pode ganhar pontos por conexões feitas no seu mapa, mas também rola um d6 para determinar os pontos ganhos por cada ícone de tesouro encontrado no mapa ou na trilha de um companheiro. Da mesma forma, rola um d6 para determinar os pontos perdidos ao encontrar um monstro. Também é possível coletar fichas que permitem rerrolar um dado de tesouro ou garantir imunidade ao dano de um monstro.

Com A Wayfarer's Tale, James Emmerson criou um satisfatório jogo de otimização e quebra-cabeça, onde os jogadores têm decisões substanciais a tomar sobre como se mover no mapa e como fazer o melhor uso dos dados rolados e dos companheiros. Tudo poderia ter sido feito apenas como um rolar & escrever, mas não há dúvida de que os tabuleiros duplos e a arte de Tristam Rossin aumentam o apelo do jogo. A possível exceção são os pesados tabuleiros metálicos dos jogadores. Eles parecem absurdamente superdimensionados, considerando que seu único propósito é segurar os quatro dados rolados pelo jogador ativo. Há uma cavidade para separar o dado exclusivo do jogador ativo, mas esse dado já é diferenciado pela cor. Em nossas partidas no Board's Eye View, nos perguntamos se não teria sido melhor permitir que o jogador ativo escolhesse qual dado reservar para si, e assim qual negar aos outros jogadores; isso aumentaria a interação entre jogadores ao introduzir a possibilidade de “odeio desenhar”. Seria fácil aplicar como regra da casa, caso queira testar, isso daria melhor uso aos tabuleiros metálicos que, de outra forma, são meio inúteis.

Você pode apreciar A Wayfarer's Tale como um desafio solo. Normalmente há apenas interação mínima entre jogadores na partida de 2 a 4, mas apesar de cada um estar basicamente fazendo sua própria parte, o fato de todos registrarem suas ações no tabuleiro e no mapa simultaneamente significa que este é um jogo com praticamente nenhum tempo de espera!
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Traduzido*** por
Marcelo Gama
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