MUCH::Estendendo o debate que abri nos comentários do vídeo no You Tube, na minha percepção há uma boa margem para dois efeitos antagônicos relacionados - o Hype ou o Desânimo - graças ao grupo que está inserido.
As pessoas, o meio, a comnunidade, aqueles que te importam, aqueles que te irritam, etc. São elementos que podem fazer absoluto sentido nas percepções que temos de qualquer hobby, ou mesmo, qualquer ambiente que compartilhamos... seja profissional, ou mesmo familiar.
Nos cercarmos de pessoas com quem temos sintonia, faz as experiências por si só valerem a pena.
Em um vídeo do meu canal falo sobre isso... o que é mais valioso no nosso acervo?
Um spoiler... não são os jogos!
A resposta é simples: As experiências que temos!!!
Nos comentários, te perguntei se era difícil arrumar pessoas para jogar em SP, e sua resposta foi que não... que para se jogar sempre havia uma mesa com estranhos, mas que as pessoas que lhe são queridas não tinham agenda compatível.
Isso é um drama pra nós. Precisamos de pessoas (falo disso também no meu vídeo "Tenho mais jogos que amigos"). Uma outra dupla de produtoras de conteúdo disse que a comunidade é tóxica... que é "apista, miônica, namitista, atetista". Eu me perguntei: Really? Eu vivo nesse meio e não vejo isso.
Também parei de tentar convencer quem não é do meio para vir pular na piscina... tem gente que não quer se molhar e ponto final. Vamos fazer o que? Brincar com quem está na piscina ou sair e ficar sequinho com o cara de * quinem o colega que não quis?
Hoje tenho amigos no hobby e muitos contatos. Muita gente que eu tenho um prazer enorme em compartilhar uma mesa e que não são meus amigos. Muita gente que eu prefiro nem saber os gostos e costumes fora da mesa... tão apenas para preservar aquele momento mágico que nós temos ali. Conservar o que vale a pena.
Não sei se faz sentido, se é romântico demais para ser prático, mas tem funcionado muito comigo.
Tenho um gosto para jogos tão sui generis que até me surpreendo quando um lançamento me chama a atenção. Sou capaz de entrar numa loja e não achar um jogo sequer - que eu já não tenha - que me agrade. Isso é frustrante, mas também libertador. Bora jogar o que eu tenho e gosto feliz da vida, agradecendo que os demais também queiram jogar esses mesmos jogos.
Outra questão August, é a pressão em gerar conteúdo e isso esgota também. Dá uma analizada e pondere a respeito. Sei que é um pouco mais complicado... há receita, apoios, patrocínios... mas, a que custo?
Não sei se é isso... ou se é... quem sabe que diga!
Amigo, suas considerações são perfeitas.
Aproveito para tentar complementar que hoje sofre-se muito com o paradoxo da escolha. Para quem não sabe, resumindo a grosso modo, é um conceito onde quanto mais opções nós temos, mais difícil é fazer uma escolha e menos satisfação essa escolha nos traz.
São dezenas de canais onde antes haviam apenas dez. Centenas de jogos por ano onde antes só haviam cem.
Isso pesa muito, principalmente no pessoal mais novo de hobby, pois jogos são caros, ninguém que errar e descobrir o que se gosta e com que dá certo jogar é algo que leva tempo.
E outro problema é que tudo hoje gera atrito. Tudo gera atrito. Tanto que o seu comentário teve que ser "mascarado" para que não gere mais atrito. Isso é muito cansativo.
Mas por outro lado, nunca foi tão fácil jogar! Eventos pra caramba, redes sociais para achar pessoas com mesmos interesses, plataformas digitais oferecendo jogos gratuitos para jogar, sites com versões gratuitas de jogos para fazer sua cópia e testar.
São tantas opções que nada menos que o perfeito satisfaz.
Minha opinião hoje é que precisamos aprender a desacelerar e aproveitar mais o que a gente tem. Aprender a não dar poder para o próximo. Depois que eu aprendi que não tem como eu forçar a outra pessoa a dar a mesma importância do que eu ao ato de jogar e que eu tenho que aproveitar o máximo possível enquanto eu estou ali, jogando. E que se não estiver bom pra mim eu simplesmente vou embora...
Depois que aprendi isso o hobby deixou de pesar, hoje é só alegria.