Para mim, o jogo abstrato tem uma estética própria.
O minimalismo que ele possui já é uma linguagem em si mesma, que combina integralmente com a sua proposta.
São jogos elegantes, com poucas regras, simples de serem ensinados, mas com grande profundidade.
Para mim, as peças devem ser bonitas e elegantes, assim como o jogo, mas não gosto nem um pouco de personagens nas peças.
Quando se colocam personagens, fica mais difícil de identificar as peças e se distinguir uma das outras e fica pior para se pensar e jogar.
O jogo fica muito poluído e satura a vista de quem está jogando.
As peças podem ter muita qualidade, serem grandes bonitas e elegantes, mas ainda abstratas.
A elegância pressupõe pequenos detalhes, mas estes tem que vir na medida certa: colocar detalhes demais é perder elegância.
Por exemplo: uma mulher pode ter 20 colares elegantes e lindos, mas se colocar todos ao mesmo tempo não ficará elegante.
Colocar personagens em um jogo abstrato não vai fazer dele um jogo temático: é apenas um jogo abstrato com personagens.
Este aspecto minimalista ajuda a jogar, porque os jogadores vão ficar olhando para o tabuleiro por muito tempo.
Se o jogo ele tiver um tabuleiro com cores berrantes e muitos detalhes, cansará a vista rapidamente, e prejudica a jogabilidade.
A arte abstrata tem uma linguagem própria e já pressupõe uma proposta minimalista e elegante.